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PENSAMENTO, ORIGENS E TESTEMUNHO



Abdias Flauber Dias Barros

Como o leitor já deve ter notado, este texto é uma das raras publicações no blog, onde não sou o autor. Desta vez vos trago as palavras de Abdias Flauber Barros, um mórmon maçom, que em um texto bem elaborado, abusando da liberdade que goza como livre pensador nos apresenta suas conclusões e seu testemunho a partir de uma perspectiva histórica, onde ele, um filho de Geia, descontente com as decisões de Urano, saiu em busca, e conquistou a luz. [...] e a luz lhe foi dada.
Neste texto que para alguns pode parecer curto, ele compartilha parte de suas convicções. Para mim o texto é completo, é verdadeiro e transpira convicção, pois nele Flauber compartilha seu testemunho de uma forma lúcida sem tentar violar nosso livre arbítrio, ele escreveu: “[Ser Maçom] é uma escolha pessoal e não interfere em nada no seu relacionamento com Deus”. Nesta frase ele deixa claro sua convicção de que um Santo dos Últimos Dias é livre para ser maçom se assim desejar.
Convido a todos, para que façam esta leitura. Porém, antes, se desvencilhem das marcas impostas pela ignorância, que de todas, é a mais marcante característica dos fotofóbicos, pois só assim poderão desfrutar do texto em sua plenitude.
Cesóstre.

“Sempre fui muito curioso para saber ou entender as coisas que me despertavam o interesse. Saber como algo funcionava ou a origem do nome de um lugar sempre me fascinou. Ao longo destas buscas pessoais descobri inclusive que lendas e mistérios sempre tinham uma origem, uma explicação que deveria atender as exigências da razão.
Quando fui convidado para fazer parte de um grupo de livres pensadores me despertou o interesse em saber mais sobre uma antiga relação que havia entre os fundadores do mormonismo, minha religião, e esta antiga Ordem Maçônica. (ver History of the Church, vol. 4, ps. 550-551)
Queria saber de documentos gerados pela Igreja dando conta dos porquês, como, aonde e quem se filiou na ocasião. Queria saber a importância deste elo entre as duas organizações, até porque se esta relação teve tanta importância a ponto de resultar na filiação do profeta fundador da Igreja SUD juntamente com onze dos seus doze apóstolos na ocasião e mesmo após a morte deste, se perpetuou através dos quatro profetas seguintes, deveria ser uma instituição muito importante para a Igreja e com padrões que poderiam aperfeiçoar seus integrantes ainda mais. Uma observação que achei interessante e extremamente válida de ressaltar é que daqueles doze apóstolos quem não quis pertencer à Maçonaria foi Orson Pratt, que nem por isso foi “ostracizado” pelos demais membros do quórum dos doze ou mesmo o profeta. Foi uma escolha inteiramente pessoal. Por suas próprias razões ele decidiu ser desnecessário uma vez que sentia que no Evangelho se encontravam todas as normas e ditames para sermos salvos e retornar à presença do Pai Celeste.
Quero enfatizar este exemplo de Orson Pratt, pois posso utilizá-lo em defesa dos eventuais ataques quanto à decisão de ser maçom. Mais uma vez, é uma escolha pessoal e não interfere em nada no seu relacionamento com Deus, sua família e comunidade. Digamos que alguns sentem o desejo de querer obter ainda mais luz e conhecimento, desejam uma variedade maior de ferramentas as quais desbastarão a sua pedra bruta. A nem todos esta urgência ou necessidade lhes toca, pois já sentem em seus corações que o que lhes é ensinado lhes é o bastante e até mais que suficiente para digerir, o que é muito positivo.
“Qualquer princípio de inteligência que alcançarmos nesta vida, surgirá conosco na ressurreição. E se nesta vida uma pessoa, por sua diligência, e obediência, adquirir mais conhecimento e inteligência do que outra, ela terá tanto mais vantagem no mundo futuro” - [Doutrina & Convênios 130:18-19].
Já a outros, querem buscar algo a mais, pois já digerem o que está ao seu alcance mais rapidamente, o que também é positivo.
O importante é lembrar que um não é melhor que o outro, são degraus de conhecimento que uns galgam mais facilmente ou rapidamente que outros. Também que este canal de transmissão de conhecimento não é essencial e extensível a todos, apenas para os que sentem a necessidade de ferramentas diferentes para executar o trabalho, estes são os pedreiros livres, a quem chamamos, origem da palavra em inglês ‘freemasons’, da Inglaterra, lugar aonde a Maçonaria oficialmente se originou.
Um de nossos maiores trabalhos é o de combater a ignorância, pensando nisto resolvi escrever este pensamento como forma de agradecer ao excelente e extenso e exaustivo trabalho que o nobre e valoroso irmão Cesóstre tem realizado com seu blog.

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