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O CRISTÃO MAÇOM


Parte II
by Cesóstre Guimarães de Oliveira
cesostre@hotmail.com



Sou grato a Deus pelas pessoas que me escrevem. Penso que ao me escreverem, o fazem por que realmente desejam aprender a verdade, lógico que existem as exceções, tem aqueles que desejam apenas tumultuar, colher meus pensamentos para distorcer-los e apresentá-los como uma nova verdade, a estes tenho reservado meus mais sinceros sentimentos de piedade. Aos que me buscam nutridos pela sinceridade, afirmo que entendo suas tentativas de fuga das fontes preconceituosas, dos ignorantes da verdade histórica que tentam criar uma Maçonaria satânica ou diabólica que só existe na mente dos desinformados ou mal intencionados.
Um irmão protestante com quem mantenho contato regularmente, me escreveu certa vez dizendo: “eu gostaria que você me explicasse, como você, quando membro da Igreja Mórmon [A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias], pode fundamentar seus pensamentos, baseados na doutrina cristã, quando diz que um cristão pode ser maçom sem prejuízo da fé?
Respondi a este bom amigo que a compreensão deste assunto vai depender muito do seguimento cristão a que estar ligado, e de como este seguimento interpreta as escrituras. Quem sou eu para responder a essa pergunta a partir da ótica dos católicos, metodistas, batistas, presbiterianos e outros seguimentos do protestantismo?
Tudo que precisamos entender é que cada um destes seguimentos tem diferentes doutrinas, e todos têm sua própria formula para interpretá-las, aquilo que pode ser certo para um, pode ter significado completamente diferente e oposto para outro, e assim todos passarão a acreditar que o outro estar errado. Aquele que conhece um pouco (que seja) da história da restauração do evangelho e da Igreja de Jesus Cristo saberá que esta disputa pela verdade foi à principal motivação que conduziu Joseph Smith Junior a buscar esclarecimento em Deus sobre a que seguimento religioso se filiar (Joseph Smith – História 1:9).
Para alguns seguimentos do cristianismo, a teoria da evolução das espécies contradiz a Bíblia, para outros, esta mesma teoria só reforça sua fé em Deus.
Em outras palavras, uma pessoa pode acreditar (como você, por exemplo) que ao ingressar na Maçonaria, independente da fé religiosa, estou errado, embora, eu acredite firmemente no oposto. Espero que entenda que acredito ser o Pai Celestial o detentor totalitário da autoridade e controle sobre a minha vida. Não me atrevo a pensar o contrário, e não sou tolo o bastante para pensar que Deus não tem poder para arbitrar sobre as escolhas que faço. Afinal quem está acima de Deus para dizer, que Ele não está me orientando quando o assunto é Maçonaria?
Eu acredito firmemente que se hoje sou Maçom, é pela graça permissiva de Deus, pois foi a Ele que perguntei sobre isto, e Ele me respondeu (Morôni 10:4-5). Ingressar na Maçonaria não foi uma decisão inconseqüente, foi algo meticulosamente analisado, consultei meus líderes na mais alta esfera. Pesquisei a vida dos primeiros mórmons maçons, estou respaldado pela história, e jamais teria aceito ser iniciado Maçom se isto ferisse minha fé. Afirmo que sou Maçom com a anuência de Deus, eu acredito que estou lá por sua vontade permissiva. Não costumo fazer coisa alguma em minha vida, sem antes buscar a orientação divina (Alma 37:37). Não tem como alguém devidamente esclarecido, dizer que estou errado em permanecer na Maçonaria, já que apenas trilho os mesmos passos de Joseph Smith Junior o grande benfeitor da humanidade, que com exceção apenas de Jesus Cristo fez mais pela humanidade que qualquer outro homem (D&C 135:3). Minha fé não permite que eu faça algo em minha vida, que não seja a vontade de Deus. Sendo eu um Santo dos Últimos Dias, afirmo enfaticamente, Deus está no controle de minhas ações.
Deus é nosso Pai Celestial. Apesar de nossas diferenças, eu realmente acredito que Deus cuida de cada indivíduo na terra. Cada um de nós deverá prestar contas de suas próprias ações de forma individual, um esposo não será considerado culpado dos pecados de seu cônjuge, um pai não será responsabilizado pelo filho que devidamente instruído preferiu o caminho do mal. É tudo uma questão pessoal. Sinto-me incomodado com os muitos “achódromos” de plantão, que sentem a necessidade de tentar julgar e ditar as leis, mandamentos e regras que devemos acreditar, ou não. Estes achódromos tentam criar novas regras, me deixando a impressão que o objetivo final é usurpar o papel designado para Deus na história do homem. É minha humilde opinião de que essas pessoas deveriam dedicar-se mais a sua própria salvação, ao invés de se ocupar dos assuntos pertinentes a salvação de outras.
A questão sobre a possibilidade de um cristão estar certo ou não, ao ingressar na maçonaria, somente será respondida satisfatoriamente, de forma individual, no coração de cada um. Se você entende que a Maçonaria contradiz sua fé, então não seja um maçom, para que assim, não venha a fazer com "que teu irmão tropece" (Romanos 14:21c). No entanto, se você se identifica com a Maçonaria e sente satisfação em ajudar seu irmão, demonstrando sua fé de acordo com suas boas obras e amor para com o próximo e os necessitados, seja um de nós, aqui você terá oportunidade de exercitar suas praticas filantrópicas ao mesmo tempo em que aprende sobre lealdade e fidelidade às amizades verdadeiras. Ser Maçom é uma decisão individual, ninguém além de você, poderá ou deverá arbitrar sobre isto, pois só Deus conhece o coração dos homens e sabe da sinceridade ou demagogia oculta por trás das palavras daqueles que combatem tanto a Maçonaria quanto A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

2 comentários:

curso de música. disse...

sou membro a 10 anos fui missionária e sempre tive interesse pela maçonaria aqui perto de casa tem uma loja maçonica eu gostaria muito de fazer parte meu esposo tem receio mas sei que se interessa o que devo fazer pra me torna membro?tatiane tavares

Cesóstre Guimarães de Oliveira disse...

Aline, que bom tem interesse pela Maçonaria, seria muito bom que todas as pessoas buscassem na verdadeira fonte o conhecimento sobre esta milenar fraternidade. Quanto a sua filiação à Maçonaria (regular), isto não será possível, pois como faço parte da Maçonaria regular, em obediência a leis muito antigas, nós não iniciamos mulheres, somos uma organização iniciática que por tradição e princípios é absolutamente masculina, embora nossas esposas atuem nas ações filantrópicas e sociais, contanto, sem serem iniciadas. Somente para que assimile melhor o que digo, escrevo um pequeno resumo de nossa história (da Maçonaria regular):
A moderna Maçonaria teve o seu berço na Inglaterra, no início do século XVIII quando em 1717 nos estruturamos como organização, momento este em que foram elaborados e fixados alguns de nossos textos teóricos fundacionais, e passamos a tutelar a “regularidade” – isto é, a “reconhecer” ou a “não reconhecer” as potências maçônicas que, um pouco por todo o mundo, foram nascendo e buscando certificação. O poder de aceitar ou não como “regular” uma obediência maçônica é administrado com recursos a dois textos “doutrinários” basilares: A Constituição de Anderson (da qual somos guardiões, e os Landmarks (nossas tradições mais antigas). Assim, são aceitos como “regulares” as potências que respeitam as Constituições e os Landmarks; e são consideradas “não regulares” ou “irregulares” as organizações que, embora se reclamando o direito de ser Maçonaria, rejeita as Constituições ou os Landmarks, no todo ou em parte. Aqui no grupo dos irregulares, constam entre outras, as Lojas ditas femininas e ou mistas. Embora por força de lei e tradição você estar impedida de vir a ser iniciada, seu esposo será bem vindo entre nós.

Abraços