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MAÇONARIA, PRECONCEITOS E INTOLERANCIAS - PARTE II

A igreja anglicana da Inglaterra teve muito de seus Bispos iniciados na Maçonaria, a exemplo do Arcebispo Fisher de Geoffrey. Porém, nas ultimas décadas as restrições contra Maçonaria aumentaram muito dentro do anglicanismo, talvez motivado pela aproximação que vem acontecendo de modo crescente entre o anglicanismo e o protestantismo tradicional. O Arcebispo atual de Canterbury, Dr. Rowan Williams, tem manifestado sua desaprovação à maçonaria, embora de forma diplomática evite causar ofensas aos maçons de dentro e fora da igreja inglesa. Em 2003 Dr. Rowan Williams se desculpou com os maçons britânicos depois de dizer que suas convicções eram incompatíveis com Cristianismo, mas, sabemos que ele limitou a ascensão de maçons a posições elevadas em sua diocese quando era o Bispo de Monmouth.
A Maçonaria regular não respondeu a estas afirmações, pois consideramos que assuntos envolvendo a religião de cada um, deverão ser tratados no âmbito religioso (enquanto os ideais de liberdade igualdade e fraternidade forem respeitados). Pois como todos sabem, e até mesmo já foi escrito aqui, Maçonaria não é religião e não se envolve nestas causas. Precisa ficar claro a todos, que a Maçonaria não pretende substituir nenhuma das religiões existentes no mundo, não somos seus concorrentes, pelo contrário, somos seus colaboradores, é de domínio publico a afirmativa que diz: “todo maçom deve ter a crença em um ser supremo”, sua consciência é quem definirá qual religião ele deverá seguir. Não existe na Maçonaria nenhum ensinamento teológico sobre uma “deidade maçônica”.
A intolerância por parte das religiões contra a Maçonaria se estende até mesmo àquelas que sofrem discriminação por parte de alguns seguidores do cristianismo, a exemplo do islamismo, lá também encontramos idéias e argumentos anti-maçons. Alguns anti-maçons muçulmanos tem afirmado que a Maçonaria surgiu para promover os interesses dos judeus ao redor do mundo, e que seu grande objetivo é reconstruir o Templo de Salomão em Jerusalém depois de destruir a Mesquita Al-Aqsa. Em função disto muitos países islâmicos não permitem o estabelecimento de Lojas maçônicas dentro de suas jurisdições. Porém, em países como a Turquia, Malásia, Marrocos, Líbano, Iraque e Egito temos lentamente conseguido estabelecer potencias maçônicas.
Acompanhando esta onda de descriminação preconceituosa, infelizmente não posso deixar de fora A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (os mórmons), doutrina esta da qual sou seguidor incondicional desde março de 1990. Na verdade, eu não responsabilizo a doutrina por qualquer ato discriminatório manifestado por um ou outro seguidor das idéias de Jesus Cristo na atualidade. Nossos líderes na mais alta escala da hierarquia mórmon nada tem dito de forma oficial deste o ano de 1984 quando o Presidente Spencer W. Kimball, afirmou enfaticamente que nenhuma restrição existe por parte da Igreja quanto a maçonaria. Penso que depois disto nenhum outro líder tenha se manifestado sobre o assunto, por considerá-lo algo resolvido.
É importante observar que cada um dos seguimentos religiosos aqui citados tem suas próprias razões para repudiar a Maçonaria, mais é interessante observar também que suas razões não coincidem, de acordo com o dogma é a recusa... O que posso concluir é que a história da humanidade continua a se repetir em ciclos de intolerância e preconceitos, homens que se colocam acima do Grande Arquiteto do Universo para arbitrar sobre assuntos que não lhes dizem respeito. Como podem os divergentes estar certos nesta discordância quanto à maçonaria, se até mesmo na hora de discordarem da milenar fraternidade eles divergem?
Por um breve momento deixarei de lado os conflitos teológicos e ideológicos em que vivem mergulhados aqueles que se aprofundam na ignorância para fazer um breve relato de acontecimentos ocorridos no interior do templo de Salomão. Ao mesmo tempo tentarei explicar quem foi Hiram Abiff, este que para alguns ainda é um eniguima, enquanto que para nós maçons ele é parte da explicação de quem somos.
Dando continuidade a leitura estarei mostrando que vários líderes de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias (Mórmons) tiveram uma intima relação de conhecimento sobre sua existência e passagem pelo mais famoso de todos os templos.
Antes precisa ficar claro que contrário ao que algumas pessoas têm afirmado, não existe nenhum conflito ideológico, religioso ou literário entre a Maçonaria e A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Maçonaria por não ser uma religião e não tentar interferir nesta temática, em nada conflita com A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ou qualquer outro seguimento religioso, me sinto um cristão mórmon livre para continuar minha escalada maçônica.
Quando tomei a decisão de fazer esta compilação sobre a relação entre maçonaria e os “mórmons”, confesso que fiquei em dúvida, meu receio era que em algum momento viesse a ser interpretado como leviano ou passional. Tenho profunda e alicerçada fé nas doutrinas de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, sinto que minha fé completa-se com as normas e rituais da Maçonaria. Então pensei; dentro de meu contexto social, sou eu no momento a pessoa mais qualificada para fazer um relato imparcial sobre a relação existente entre as duas organizações, então é a isto que me proponho...




Cesóstre Guimarães de Oliveira


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