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PRAZER EM CONHECÊ-LO, EU SOU MAÇOM

Cesóstre Guimarães de Oliveira


“... do momento em que todos os ponteiros do relógio encontrarem-se em seu ponto mais alto, até completar-se o ciclo que os levará a mesma posição, os homens livres e de bons costumes estarão de pé e a ordem”.
(Um irmão chamado Joseph Smith – Cesóstre Guimarães de Oliveira)


      É comum às pessoas leigas e até mesmo a alguns outros que se dizem bem informados, afirmarem que a Maçonaria é uma organização religiosa. Ao longo de meus dias tenho presenciado líderes dos vários seguimentos da fé, agindo de forma contraditória ao bom senso, e tudo, segundo eles em defesa de suas crenças. Na verdade, estas pessoas agem motivadas unicamente pela ignorância, que a partir de suas idéias e interpretações geram toda esta celeuma de conflitos (Téo) ideológicos, onde homens (e mulheres), que se julgam detentores totalitários da verdade, patrocinam o preconceito ainda hoje existente contra nós maçons.
      Embora nós maçons sempre estejamos a afirmar que Maçonaria não é religião (e não tem nenhuma pretensão de ser), facilmente podemos encontrar uma dúzia daqueles que estão havidos por nos rotular como mais um seguimento religioso. Existem também aqueles mais afoitos, que vão além, e nos rotulam de “seita” no sentido mais pejorativo da expressão. Em nossa defesa repito aquilo que já vem sendo dito ha muito tempo por todos os maçons, somos religiosos, mais não uma religião. Quando um candidato trilha os caminhos da iniciação é requerido a ele, como demonstração de sua religiosidade que deposite sua confiança em Deus.
      Nós maçons ao nos referirmos ao criador de tudo optamos por usar o título de Grande Arquiteto do Universo, pensamos assim estar respeitando a divindade que cada ser humano cultua, quando um cristão se refere ao Grande Arquiteto do Universo tão somente ele estar a fazer referencia ao Deus cristão, da mesma forma age o seguidor do islamismo ou de qualquer outro seguimento da fé.
      Quando confundem nossa religiosidade com religião, não se apercebem que não somos mais religiosos do que o Rotary Clube ou qualquer outra organização social. Embora os nossos rituais em alguns momentos façam referencias ao espiritual, nossas práticas não criam ou tentam explicar dogmas que possam vir a caracterizar uma religião. Não somos partidários de nenhuma fé, e respeitamos a todas. Nunca discutimos religião ou abordamos qualquer outro tema que venha a gerar conflitos em nossas reuniões, cada maçom é livre para arbitrar sobre suas decisões políticas e/ou religiosas sem as trazer para dentro de nossos templos, isto nos permite conviver de forma pacifica. No entanto é fundamental para Maçonaria que cada homem ao ser iniciado professe sua crença no Ser Supremo.
      Ao receber um candidato, esperamos que o mesmo seja um individuo moralmente limpo e puro, respeitamos a sua fé e nunca a questionamos, inclusive cada iniciado assume seus compromissos com a fraternidade maçônica, com a lei e com a justiça tendo sua mão sobre o Livro Sagrado da fé que professa (em meu caso fiz meus juramentos sobre o Livro de Mórmon), este respeito que constantemente a maçonaria tem demonstrado pela fé do iniciando é que nos permite assumir nossos compromissos e trilhar os passos de um dedicado maçom.
      Aqueles que vêem na maçonaria uma religião secreta, mais uma vez agem motivados pelo “achismo” de alguns escritores maldosos que com freqüência distorcem a verdade visando vender sua mercadoria que é a mentira e a injuria. Rebatendo as afirmações fantasiosas que nos acusam de sermos secretos, lembro a aqueles que assim pensam que todos os nossos templos têm endereços reconhecidos pela comunidade, temos adesivos em nossos automóveis que nos identificam facilmente, qualquer leigo reconhece o esquadro e o compasso como símbolos da maçonaria onde quer que eles estejam colocados, estes que são os símbolos mais comuns usados por nós maçons, estão em nossas gravatas, broches, prendedores de gravatas, brincos de nossas esposas, relógios, etc.
      Como podemos ser secretos se todos sabem onde estamos, em que dia e hora nos reunimos? A estes eu digo, que somos sigilosos, preservamos coisas que para nós tem valores que transcendem os valores aplicados aos metais, neste ponto não diferimos dos primeiros cristãos quando preservavam dos olhares curiosos rituais que hoje são rotineiros a qualquer pessoa. Antes de nos acusar de adoradores do maligno, e inimigos de Deus, as pessoas deveriam nos conhecer melhor, afinal somos todos pessoas devotadas às religiões. Para ratificar o que digo, reclamo como testemunha de nossas benfeitorias em prol da humanidade, os vários líderes religiosos que cá também ingressaram. Entre tantos posso citar Joseph Smith Junior (meu irmão de fé, precursor do mormonismo), Gonçalo Inácio de Loiola Albuquerque e Melo (o Padre Mororó), Charles Taze Russell (fundador das Testemunhas de Jeová), existem muitos outros, inclusive na atualidade, mais não os citarei aqui, citei estes somente para exemplificar que nada justifica o preconceito do qual temos sido vitimas por parte de alguns religiosos, e também para ilustrar o porquê da necessidade de tomarmos tanto cuidado ao admitirmos um novo membro, já que apenas buscamos homens íntegros, e que coloquem os interesses da humanidade acima dos interesses pessoais, somos filantropos, a caridade é nosso lema, nossa existência se resume em fazer justiça, levantar templos a virtude e enterrar nas masmorras da vida o vício que tantos têm aprisionado.
      Somos todos homens de caridade, mais lembro que fazer caridade é algo que vai além da vontade ou de um sentimento bom, envolve gastos e isto requer dinheiro, não podemos dizer a alguém que tem fome somente algumas boas palavras e com isto pensar que saciamos todas as suas necessidades. Em função dos elevadíssimos custos da verdadeira caridade nenhum candidato precisa ser rico para ser iniciado maçom, mas, o neófito deve ter condições financeiras para honrar os compromissos gerados a partir de sua iniciação como também para ocasionalmente participar de ações sociais filantrópicas que são tão comuns aos maçons, sem com isto privar sua família de ter suas necessidades básicas atendidas. Por tudo isto é que digo; PRAZER EM CONHEECÊ-LO, EU SOU MAÇOM.

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